quarta-feira, abril 06, 2005

Causa Nossa dixit

E porque a verdade deve imperar em ambos os sentidos, não posso deixar de referir aqui o correcto, na minha opinião, e honesto post do Causa Nossa. Independentemente das nossas convicções, quer políticas, quer religiosas, não deixa de ser lamentável que o Estado Português, pela mão do Presidente da República, tenha disponibilizado um avião Falcon para que o Cardeal Patriarca de Lisboa pudesse chegar mais rápido a Roma. É desnecessário, fica mal a uma igreja abastada e que, tendencialmente, deveria defender maior transparência na utilização dos dinheiros públicos.

Lamento por ambas as instituições, pela Igreja Católica e pela Presidência da República. Um mau exemplo para todos!!!

O Barnabé foi muito infeliz!!!

Mais uma vez o Barnabé. A propósito de um post que considero lamentável, sobre o luto nacional em França e a proibição das jovens muçulmanas usarem véu.

Comparar o luto nacional pela morte do Papa, à semelhança aliás de tantos outros lutos nacionais pela morte de tantas outras pessoas, com a proibição de as jovens muçulmanas usarem véu ( e não um lenço, como aí mencionado) parece-me de mau gosto e, no mínimo, uma completa subversão da verdade. Independentemente das questões religiosas, independentemente de concordarmos ou não com as posições da Igreja católica e em particular do Papa João Paulo II, temos que reconhecer o papel determinante que João Paulo II teve na evolução do mundo.

O seu papel na democratização dos países de Leste em geral e da Polónia, em particular, foi determinante, o seu envolvimento em causas de justiça e liberdade, na Europa, em África, na América e na Ásia é claramente reconhecido e apreciado por quem, com objectividade e bom senso consegue olhar para o seu pontificado.

Poderemos questionar o seu posicionamento face a questões como o uso do preservativo, a contracepção, o aborto, o casamento de padres, a abertura às mulheres para presidirem a missas, podemos até contestar o seu posicionamento nim no drama de Timor Leste, mas não podemos deixar de lhe reconhecer a coragem e a determinação por um mundo melhor, não podemos deixar de lhe reconhecer o esforço pelo bom relacionamento entre as religiões.

Por tudo isso e por muito mais, que aqui não foi dito, o luto nacional decretado pela França foi um direito adquirido pelo Papa João Paulo II.

quinta-feira, março 31, 2005

O Bodião Reticulado , blog com uma apresentação fantástica e um conteúdo fabuloso apresentava este fantástico post - USA no seu melhor...

Não resisti a incluir o link neste blog.

segunda-feira, março 28, 2005

Morra o Estado de Graça, PIM! (Barnabé)

Na minha rápida passagem diária pela blogosfera li, no BARNABÉ um post intitulado "Morra o Estado de Graça, PIM!" que não resisto a comentar aqui.

A quase que total ausência de notícias sobre este governo e a nossa governação pode ser sinónimo de uma de duas coisas - ou a Total Ausência de Governação, ou a concretização de uma promessa deste governo - A governação não será feita nos jornais.

Espero que esta última seja a causa de tão longos silêncios, mas espero também que José Socrates não se esqueça que governa para os Portugueses e não para o governo.

Queremos tudo muito difierente do que foi no passado, não queremos o sistemático "fonte bem informada" ou a "fonte próxima", queremos saber o que se passa, o que se vai passar, mas não pelas fontes e sim pelos próprios, mas não queremos surpresas, queremos conhecimento.

quarta-feira, março 23, 2005

Amigo que muito prezo disse

Amigo, que muito prezo, enviou-me hoje alguns comentários à existência deste espaço, complementado com alguns comentários pertinentes sobre alguns dos temas aqui vertidos sobre a forma do meu, já conhecido e famoso, fel.

Não resisti a publicar um desses comentários, porque oportuno -

(...) Acresce que ouvi recentemente uma intervenção na rádio do Sr. Professor, justificando os traumas politicos com a expressão 'eles têm é inveja', em tom 'tio de Cascais' que não lhe conhecia. Não sei se será a minha hipersensibilidade a tudo o que o Senhor por hora vai dizendo, se de facto a coisa já lhe subiu à cabeça. Qualquer uma das duas não me deixa com muito boa vontade. A ver vamos...

Concordo que a intervenção de Freitas do Amaral foi de uma imensa pobreza de espírito. Concordo que os seus comentários, ultimamente, não se têm pautado pelo savoir faire que se esperaria de um Ministro dos Negócios Estrangeiros e de um homem com a sua larga experiência internacional.

Uma vez mais, Freitas do Amaral, até tem razão, o CDS/PP e o PPD/PSD têm muito mau perder, mas, uma vez mais, a Freitas do Amaral exigir-se-ia outro comportamento, outra atitude. Como diz o meu amigo, autor do comentário - A ver vamos...


Na Distância não resisto a....

Na Distância não resisto a comentar mais um episódio, triste, muito triste, do Processo Casa Pia. Pensei durante vários dias sobre se o deveria fazer ou não, mas entendo que é minha obrigação não me calar.

A senhora Provedora da Casa Pia, do alto da sua autoridade, tem vindo ao longo do tempo a defender que as acusações feitas por alunos da Casa Pia são 100% verdadeiras. Mesmo admitindo que essa pode ser a verdade dos factos, é sabido e é um assunto profundamente estudado que, em determinadas circunstâncias, as crianças possuem uma capacidade de inventar e de mentir bastante apurada. Repito, que admito que pode não ser esse o caso, acho contudo um pouco leviana a afirmação da senhora Provedora de que as crianças, as suas crianças, não mentem.

O último episódio protagonizado pela senhora Provedora é ainda mais lamentável porque acusa directamente um ex-professor da instituição de ter participado em bacanais com alunos na década de 80. Esse ex-professor-Mariano Barreto, até há alguns dias treinador do Marítimo, viu o seu nome manchado sem que tivesse tido a oportunidade de, perante a justiça, se defender, é lamentável que tal tenha sucedido. Se as afirmações da senhora Provedora puderem ser provadas, Mariano Barreto deve e tem que pagar pelo que fez, mas é à justiça que lhe compete averiguar e tomar as medidas adequadas.

A senhora Provedora não tem o direito de atirar nomes para a praça pública de forma inconsequente e sem provas materiais para apresentar. Ninguém, nem Mariano Barreto, nem eu, nem nenhum Português pode ou deve estar sujeito a esta falta de respeito pelo seu bom nome.

Já o disse e repito, seja Mariano Barreto, seja quem for, deve e tem que pagar pelo que fez, mas, pelo que fez, e não pelo que se diz que fez!!!

À senhora Provedora ficar-lhe-ia bem um pouco de recato, até para bem da credibilidade das suas crianças que tanto diz querer defender.

terça-feira, março 22, 2005

Algo irá mudar

O Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior afirmou, durante a discussão do programa do governo, que é intenção deste governo proceder a uma avaliação internacional e independente de todo o sistema de ensino superior com vista à sua reorganização.

Finalmente, alguém acordou para o facto de as necessidades de Portugal, em termos de ensino superior, não se reumirem a já velha e gasta polémica do sim ou do não às propinas.

Esperemos que seja com este governo que, de uma vez por todas, se moralize o ensino superior em Portugal, quer o público, quer o privado. Os nossos alunos merecem-no, o País necessita e a nossa credibilidade e capacidade tecnológica e intelectual exigem-no. Bem haja quem tem as ideias. Bem hajam aqueles que, esperamos nós, sejam capazes de fazer as reformas estruturantes que o ensino superior tant precisa.

O que as oposições dizem

A oposição ontem deu mais um exemplo de civilidade e de maturidade política. Na discussão de algo tão vital para o País como é o Programa do Governo, o assunto mais importante que PSD e PP conseguiram encontrar foi a comparação, feita pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros, entre Bush e Hitler.

Independentemente de se poder considerar esse comentário como algo infeliz parece-me que o País e os Portugueses merecem uma maior atenção por parte dos nossos políticos. Numa situação de crise quase que estrutural, a máxima prioridade deverá ser dada às políticas de governo que permitirão ultrapassar essa mesma crisa.

Os Portugueses não querem continuar a ouvir as tricas político-partidárias que tanto gozo dão a alguns dos senhores deputados. Queremos Mais, Merecemos MAIS!!!!

sábado, março 19, 2005

And now Something completely different

UAU, que alegria!!! Este mundo dos blogs está de novo mais rico o Velho Ma-Schamba está de volta e agora com um Novo Machamba.

Todos ficámos a ganhar, o Zé voltou para o mundo dos que vivem e se preocupam e por isso a nossa vida vai passar a ter mais sabor.

Obrigado por estares connosco e, já sabes, és sempre muito bem vindo neste canto humilde e sem visitantes. By the way obrigado pelas dicas bloguistas.

Aquele abraço

quinta-feira, março 17, 2005

A já não desilusão

Santana Lopes provou que já não é capaz de desiludir.

O seu regresso à Câmara de Lisboa, se bem que legalmente suportado é, no plano da integridade pessoal altamente reprovável. É uma facada em Carmona Rodrigues, é um anúncio público de que só consegue viver desde que todos nós lhe paguemos o seu ordenado, é o cartaz que grita sou FUNCIONÁRIO da POLÍTICA.

Lamentável e ridículo foi, igualmente, o tabu que rodeou a sua "tomada de decisão". No dia 20 de Fevereiro, Santana Lopes já sabia que iria regressar, porque a Câmara de Lisboa é a sua fonte de rendimentos, sem este, ou outro qualquer lugar político, Santana Lopes não tem emprego.

Lamentável foi igualmente o modo como decidiu comunicar este facto aos munícipes e à vereação camarária.

Santana Lopes foi aquilo a que já nos habituou, falta de integridade pessoal e desonestidade política...

O princípio da desilusão III

Terça Feira, dia 15 de Março, o Dr Mário Soares em entrevista à TSF afirmou que António Vitorino ao não querer fazer parte deste governo não deveria ser uma opção para uma eventual candidatura à Presidência da República.

Também o Dr. Mário Soares tem direito a expressar a sua opinião, parece-me é desajustado que faça este tipo de declarações que, naturalmente, revelam dissonâncias no seio do Partido Socialista e, mais importante, mau estar ao nível do partido pelo facto de António Vitorino não ter querido aceitar fazer parte deste governo.

Não é definitivamente um bom começo para esta maioria...

O princípio da desilusão II

Um novo Ministro das Finanças, uma nova interrogação sobre o que aí vem, ou não. O Professor Campos e Cunha afirmou que na actual situação económica um aumento dos impostos lhe parecia algo inevitável.

Estranho, muito estranho, o Eng. Socrates nunca nos falou de aumento de impostos, apesar de repetidamente questionado sobre esta matéria.

O Professor Campos e Cunha estará certamente correcto na sua leitura da situação económica do País e da necessidade futura deste aumento, contudo é estranho que o actual Ministro das Finanças não tenha dado o seu contributo para o programa eleitoral do Partido Socialista, porque, se o tivesse feito, este mais que provável aumento de impostos deveria aí estar mencionado.

Diz-se, à boca pequena, cada vez maior, que dentro de 2 ou 3 meses o IVA irá aumentar mais 2%, atingindo o impensável valor de 21%...

Começa mal o cumprimento das promessas eleitorais...

Uma longa ausência e o princípio da desilusão

Pois é, estive ausente deste fantástico canto que é o espaço bloguista, imperdoável para quem se arrogou ao direito de vir para aqui falar sobre um Portugal algo perdido.

Mas regressei, e regressei cheio de fel.

Um governo anunciado, algumas surpresas, outras nem tanto. Gostei dos nomes, na generalidade, desiludi-me com as atitudes específicas.

Acho que temos um dos melhores Ministros dos Negócios Estrangeiros dos últimos anos, lamento profundamente que se tenha deixado enredar em guerras políticas prévias à sua nomeação. Como muitos já disseram "À mulher de César não lhe basta ser séria, tem que o parecer" e, na minha opinião, Freitas do Amaral pode ser muito sério mas alguns comportamentos dos últimos tempos fazem com que não pareça.

Era desnecessário o seu envolvimento no escândalo da transferência do Fundo de Pensões da Caixa Geral de Depósitos. Acho que o seu parecer legal sobre esta matéria, senão legalmente correcto, era pelo menos moralmente correcto. Acho igualmente que como Presidente da Assembleia Geral da CGD não podia, não devia ter aceite fazer esse parecer para a Comissão de Trabalhadores e, tendo-o feito, o caminho só poderia ser o da demissão, mas não se demitiu!!!

Como cidadão, Freitas do Amaral tem direito à sua opinião, a forma como a apresentou durante a campanha e a sua subsequente nomeação parecem-se muito pouco com uma coincidência.

Na política, como na vida, deveria importante ser consequente, ser transparente e ser claro nos actos, Freitas do Amaral não o foi.

Mesmo que demasiadas coincidências tenham acontecido, e que não tenham sido mais do que coincidências, a imagem que sai para os Portugueses é de uma imensa falta de verticalidade.

É pena que assim seja, Freitas do Amaral merecia começar o seu lugar como MNE com mais força.

A ver vamos...